Capital da Coreia do Sul, a cidade de Seul tem seus mistérios: um pouco menos doida que Tóquio, mas mesmo assim tão impenetrável e complexa quanto a capital japonesa, em termos culturais.
Para os weigookin – estrangeiros na língua coreana – a cidade é cheia de contrastes. De um lado, templos e palácios imensos, Do outro, ruas repletas de pessoas de todos os estilos, iluminadas por muito néon e esquivando-se entre os milhares de carros que conduzem no trânsito caótico. Mas isso não impede o fascinado turista de descobrir o que Seul tem a oferecer.
Um passeio aos templos coreanos, como o Palácio de Gyeongbokgung, ajuda muito a entender a história da Coreia. Este palácio é o mais importante da cidade e foi quase completamente destruído pelos japoneses, quando estes dominavam a Coreia. O término da restauração deste está previsto para o ano de 2020. Outro importante templo é o Palácio de Deoksugung, que abriga o Museu de Arte Moderna. O Palácio de Changdeokgung é um espaço que emana a paz: seus jardins, como o Secret Garden, são óptimos lugares para relaxar. Uma curiosidade sobre os palácios: um aquecimento de piso muito comum na Coreia, tanto nas casas quanto em acomodações – inclusive nos hotéis mais baratos de Seul, surgiu nos Palácios e tornou-se parte da cultura coreana.
Para quem gosta de boas compras, passear pelo Mercado de Namdaemun é uma óptima pedida. São ruas comerciais lotadas de cores, cheiros, bagunças e sabores para todos os gostos. Vale a pena subir na Seuol Tower e ver a cidade por cima – esta já foi a mais alta da Ásia. E quem esqueceu que Seoul sediou dois eventos desportivos mundiais? O World Cup Park teve a honra de receber a Campeonato Mundial de Futebol de 2002. E o Seoul Land, as Olimpíadas de 1988. Dois eventos que serviram de publicidade para a cidade, até então quase desconhecida pelos ocidentais.
Tudo isso é que compõe a capital. A mistura, a história meio à modernidade, as pessoas. Nenhuma outra cidade do país consegue acompanhar Seul na sua economia, política, cultura e educação. Esta cidade raramente explorada, cheia de energia, merece ser apresentada ao mundo.
