Istambul – o mosaico entre a Europa e a Ásia

Istambul – o mosaico entre a Europa e a Ásia

A belíssima Istambul é um mosaico de contrastes: características ocidentais e orientais misturam-se como em nenhum outro lugar no mundo. O palco das Mil e Uma Noites é excêntrico: iniciou-se na época Bizantina, tornou-se Constantinopla e foi sede do Império Romano no Oriente. Parece que cada canto da cidade representa uma época diferente da história de Istambul, de forma grandiosa.

Ao caminhar pela cidade, os aromas deliciosos são exalados pelos narguilés em locais tradicionais, acompanhados do melhor chá. Ouve-se um burburinho cá, que na verdade é a mistura da conversa dos turistas com a reza muçulmana. Incrível! Sem esquecer de visitar a Basílica de Santa Sofia e o Palácio de Topkapı, na pausa saboreia-se doces folhados cobertos em mel e recheados de pistache. Pechinchar no Grand Bazar (Kapaliçarsi) e Bazar de Especiarias – também chamado de Bazar Egípcio, é programa para todos os turistas. Variadas opções de artesanato estão disponíveis, na sua maioria com influência diferentes localidades, especialmente dos países gregos e árabes.

Passar pela Estação Sirkeci, erguida em 1890, é o máximo. Foi construída para ser a última parada do “Oriente Express”, que, ao longo dos anos, acabou por mudar a sua rota. Não se deve esquecer de visitar o cartão postal da cidade: a Mesquita Azul. É uma mágica obra-prima que ecoa o sons dos muezins em busca dos fiéis para o momento da reza. Também é a única mesquita em Istambul que tem 6 minaretes, que representa a sua importância não só para a cidade, mas para todo o mundo islâmico no geral. Os palácios de Topkapi e Dolmabaçe dão-nos a impressão de que as lendas árabes realmente foram verídidas e que os sultões passeavam em “tapetes mágicos”, de tanto luxo e imensidão que estes palácios exalam.

Dentre os véus e xadors das mulheres mais tradicionais afloram mini-saias e maquiagens em excesso: aqui revela-se a rebeldia das mais ousadas em relação à sua religião e costumes, que dão um ar europeu nas ruas istambulis. São traços que, de primeira instância, parecem-se tão díspares, mas que acabam por encaixar-se em uma perfeita harmonia tornando Istambul tão única: recorda a tudo mas não se assemelha a nada. Afinal, que outro panorama poderia ter uma metrópole que se divide entre Oriente e Ocidente?